Não desmerecendo o trabalho do new kids on the block da terra do pão de queijo - até porque isso embalou muito a minha pré-adolescência e início de adolescência onde eu ia pagodear requebrando as gordurinhas (sim, porque até eu conseguir achar ossinhos aqui tá difícil) e achava o maaaaaximo sair com as primas mais velhas para lugares onde em geral pirralhas não entravam - mas, venhamos e convenhamos, o cúmulo da breguice.
Tenho que confessar que neste exato momento está tocando "mineirinho" ... Eu não tenho culpa de comer quietinho, no meu cantinho boto pra quebrar... e eu aqui com aquela cara de riso lembrando o tempo, as roupas e como tudo era tão divertido e sem preocupação, a maior que eu tinha era ter um chiclete no bolso para minha mãe não desconfiar que eu tinha bebido (tolinha eu....rs) ou então se ainda estava com batom, vermelho, claro (parecendo um macaco babuíno)!
E o que é mais engraçado que eu sinto falta disso, desse tempo onde o riso era mais espontâneo e fácil, onde se tinha menos violência, onde ir e voltar de ônibus era até divertido (sic!), onde se ia apenas com o dinheiro contado e numa moeda que ainda nem era o Real (gente, isso é muito velho!!!).
Hoje a mocinha que aqui vos fala adora um rock'n'roll (e a shakira!!!), já mora sozinha, já não usa mais batom vermelho, continua com as gordurinhas, os sonhos mudaram, o lugar mudou, tudo diferente. Ou quase tudo. Ainda tenho o sorriso fácil, ainda me preocupo com o chiclete (não pelo motivo de antes), e infelizmente, ainda continuo andando de ônibus (não mais achando tão divertido). as primas mais velhas nem parecem mais ser tão velhas assim (na época tinham 2 ou 3 anos a mais que eu, mas parecia uma inifidade de tempo).
